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A Pedagogia no Exército e na Escola: a educação física brasileira (1880-1950)

Preço: 20,00
Custo de Envio: R$ 7,50
Data de Publicação : 05/08/1999
Tempo aproximado de entrega (capitais) : 7 dias
Editora: FACHA
P√°ginas: 162

SUM√ĀRIO


PREFÁCIO


Introdução


A Busca do Elo Perdido na Educação Física Brasileira 


CAPÍTULO I 

Os Militares e a Educação

A Instrução da Tropa e da Sociedade Civil 

A Pedagogia no Exército 

A Escola de Educação Física do Exército 

A Pedagogia Militar na Educação Física Brasileira 


CAPÍTULO II

Militares, Intelectuais e Educação Física 

Estado ou o Encontro de Militares e Intelectuais 

Rui Barbosa e a Educação Física Brasileira 

Fernando de Azevedo e a Educação Física Brasileira 

Inezil Penna Marinho e a Educação Física Brasileira 

Conclusão 

Referências Bibliográficas

 


APRESENTAÇÃO


Valdemar Sguissardi


Um autor é, no meu entender, 
alguém capaz de nos tornar 
conscientes de certas dimensões 
da realidade (Carlos Ginzburg).


O livro que o leitor — estudioso ou não da epistemologia, da história ou da pedagogia da Educação Física no Brasil — tem em mãos é daqueles que, na definição simples, mas essencial do historiador Carlo Ginzburg, constituem e revelam um autor. Diante da realidade infinita e inapreensível em seu todo, o autor é aquele que conduz leitores e leitoras à consciência de dimensões delimitadas do real e lhes possibilita vislumbrarem seu significado, ainda que parcial, precário e provisório, na trama da totalidade histórico-concreta.

No caso de Amarílio Ferreira Neto, talvez se devesse afirmar que este livro, antes que constituir e revelar, consolida sua autoridade na área. Trata-se aqui, em verdade, de estudioso engajado no esforço coletivo dos profissionais da Educação Física ocupados na recuperação das dimensões teórico-epistemológicas, históricas e pedagógicas da Educação Física no Brasil, de cujo labor intelectual este não é o primeiro, como, com certeza, não será o último fruto. Este livro, que decorre de sua tese de doutorado há pouco defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), dá continuidade — dispondo então de instrumental teórico-metodológico e de fontes de dados mais consistentes — aos estudos por ele desenvolvidos nos últimos anos e que deram origem à organização de livros/coletâneas sobre a problemática da pesquisa histórica da Educação Física no Brasil, além de outros estudos traduzidos em artigos ou capítulos de livros sobre esta temática e, mais recentemente, sobre a específica; para alguns menos avisados, insólita, e, para muitos incômoda relação militarismo e Educação Física.

De que trata, pois, este novo livro? De que dimensões da realidade poderá tornar conscientes seus leitores?

As vicissitudes históricas da relação Exército e sociedade civil, na formação do Estado no Brasil, contribuíram para a construção de uma imagem ou representação social das Forças Armadas que, a princípio, não têm predisposto a denominada academia e a população culta em geral, primeiro, a pressuporem a existência de vínculos reais entre militarismo e Educação Física escolarizada, e, segundo, diante das evidências, a os aceitarem racional e tranqüilamente. Por ignorância, preconceito ou por outras razões, poucos foram os estudiosos, nos anos recentes — de significativo esforço investigativo das origens da Educação Física Escolar —, que fizeram dessa relação objeto de seus estudos. Razões objetivas, sabe-se, não faltaram e já seriam sobejamente conhecidas.. Como diz Ferreira Neto, na Introdução de seu livro, os estudos de alguns autores, como Marinho (1943), Cantarino Filho (1982), Castellani Filho (1988), oferecem-nas fartamente. Mais nessa relação, os militares nunca estiveram sós. Intelectuais e autoridades eclesiásticas, nos momentos mais cruciais e, por que não dizê-lo, oportunos, foram-lhes solidários e co-partícipes no esforço de estender às instâncias da sociedade civil, via escola e igreja, a concepção militar de formação do cidadão brasileiro. O livro de Horta (1994) O hino, o sermão e ordem do dia é, talvez, a mais consistente demonstração dessa tríplice aliança em torno de empreitada vista como profundamento “cidadã e patriótica”.

Portanto, entre outras virtudes deste livro, deve-se situar a de contribuir para desvelar urna dimensão da realidade escolar brasileira que corrobora, no campo da Educação Física também, a tese da constituição da escola moderna como instância da sociedade civil que interessa à produção e reprodução das elites constituintes do Estado burguês, de que o Exército tem sido, desde o Renascimento, um dos componentes estruturais.

Demonstrar como o militarismo esteve presente e interferiu na história da escolarização da Educação Física no Brasil, de 1880 a 1950, da forma como neste livro se fez, é dar passos importantes na caminhada que conduz à recuperação histórica das raízes de uma prática social - a Educação Física Escolar - que adquire cada dia maior relevância diante dos desafios postos para a humanidade, especialmente para a sobrevivência em todos os sentidos das maiorias excluídas dos benefícios das mudanças na produção, que os avanços tecnológicos e a mundialização do capital propiciam em proveito de poucos. Essa relevância se põe igualmente diante da multiplicidade de perspectivas que para ela se abrem com o avanço do debate em torno da corporeidade e motricidade humanas, o que poderá significar-lhe novos desafios e novos horizontes conceituais e práticos.

Do ponto de vista do recorte do período histórico a ser estudado, parece difícil, mesmo para especialistas defensores da micro-história, negarem razão aos argumentos aqui apresentados como justificativa da opção feita. Tanto os momentos cruciais que circunscrevem a ação do Exército Nacional — Proclamação da República e criação de um Projeto Nacional (1900-1930), serviço militar obrigatório e instrução pré-militar, etc. —, quanto os eventos e atores que compõem a cena pedagógica da Educação Física escolarizada —de Rui Barbosa a Fernando de Azevedo e lnezil Penna Marinho — parecem satisfazer às exigências da periodização para um estudo desta natureza. Além disso, em momento algum, neste livro, opõe-se uma abordagem macro-histónica à chamada micro-história. Ambas aqui se encontram presentes, conciliadas, cada uma contribuindo a seu modo e com justa pertinência para o desvelamento do objeto em estudo: a contribuição dos militares nestes 70 anos, seja na escolarização da Educação Física, seja em especial na constituição de uma teoria pedagógica para seu ensino e prática nas escolas do país.

Diz o autor, em sua concisa e clara introdução: “o sucesso de uma pesquisa histórica, num certo sentido, é determinado pela experiência do pesquisador na ‘montagem do quebra-cabeça’, pelo método e pelas fontes disponíveis”. No caso deste estudo, merece destaque especial a riqueza das fontes primárias, representadas especialmente pelas coleções da revista A Defesa Nacional e da Revista de Educação Física, da Escola de Educação Física do Exército, e o modo como foram adequadamente trabalhadas, além da utilização e do tratamento das fontes que possibilitaram contextualizar e historicizar a contribuição dos intelectuais/educadores envolvidos no tema em estudo, Rui Barbosa, Fernando de Azevedo e lnezil Penna Marinho.

Após a enriquecedora caminhada que o leitor com certeza fará pelas sendas nem retilíneas ou muito aplainadas dos capítulos e subcapítulos deste livro, ele certamente sentirá os benefícios intelectuais e práticos de uma leitura atenta das poucas mas densas páginas da Conclusão. Nelas apreenderá, com certeza e bastante nitidez, para que serve e devem servir estudos desta natureza. E com a autoridade de quem se armou das armas da teoria, desvestiu-se de preconceitos, delimitou o objeto de análise, levantou hipóteses, procedeu a análises, interpretou, avaliou e chegou a bom termo, levantando novas hipóteses, que o autor propõe uma série de questões relativas tanto ao aprofundamento da compreensão do objeto estudado, quanto aos impasses com que se defronta o debate atual na Educação Física.

Será neste momento que o leitor, especialmente o profissional da área, deverá mais sentir a responsabilidade de ter aceitado partilhar das dúvidas, meias certezas e descobertas do autor neste estudo, e, quem sabe, de ter tomado consciência de algumas dimensões importantes da realidade de sua profissão. Nem o pesquisador, nem o expositor e nem mesmo o leitor pode proteger-se à sombra da neutralidade. Ler também é tomar partido. Este livro é uma boa ocasião de o leitor exercitar essa que há de ser sempre uma das capacidades que melhor o definem como ser humano.

 



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